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Leliane Andrade

Autor: Leliane Andrade

A culpa não é nossa!!

25/1/2021 - São Roque - SP

Hoje não quero falar de Marketing ou de estratégia. Hoje eu quero usar este espaço para apoiar incondicionalmente os pequenos negócios que estão sendo penalizados por mais uma fase vermelha imposta pelo Governador João Dória Jr. O apoio se estende a qualquer empreendedor que esteja enfrentando a mesma situação em outros Estados também. Bares, restaurantes, cabeleireiros, estúdios ou qualquer outro negócio que não seja considerado como um serviço “essencial” para o nosso governo, mais uma vez estão sendo obrigados a ficarem com suas portas fechadas. Sabemos que estamos em um momento delicado, com o contágio acelerado e muitos dos hospitais operando no seu limite. Mas fechar novamente o comércio e serviços é uma solução? Será que a culpa está no empreendedor que segue os protocolos, que respeita as regras do distanciamento dentro do seu estabelecimento? Impedir as pessoas de trabalhar, de continuar mantendo o sustento de suas famílias é uma solução viável?

De acordo com uma reportagem recente na revista Exame, 1 a cada 4 bares ou restaurantes baixaram de vez as portas durante a pandemia. São cerca de 250.000 estabelecimentos! Multiplique isso por um número mínimo de 5 funcionários em cada restaurante e teremos mais de UM MILHÃO E DUZENTOS E CINQUENTA MIL novos desempregados (no mínimo), apenas no segmento de alimentação, só neste último ano! E aqui estou citando bares e restaurantes só como um exemplo, mas são inúmeros outros negócios que estão baixando as portas... Estas pessoas tem família, tem filhos... São pessoas que trabalham em “serviços não essenciais”, na visão do nosso Governador. A pergunta é: não essencial para quem? Como falar para cada uma destas pessoas que o local em que trabalham não é essencial, se é de lá que vem o sustento de suas famílias?

Sim, caro Governador. TODOS OS SERVIÇOS SÃO ESSENCIAIS, afinal, não é todo mundo que tem o salário garantido pelo contribuinte, certo? E para cada trabalhador que perdeu seu emprego na pandemia, seu serviço é essencial. Para cada empreendedor que viu seu negócio ir pelo ralo, junto com o sonho de uma vida inteira, seu serviço é essencial sim.  Aliás, uma pergunta que eu adoraria que fosse respondida: se os empreendedores são impedidos de trabalhar, por que é que continuam tendo que pagar seus impostos da mesma forma? Por que é que não acontece a suspensão (ou redução) proporcional aos períodos em que são obrigados a deixarem de vender?

Infelizmente o que vimos desde o começo desta pandemia foi o egoísmo, foi a briga de egos entre os que estão no poder. Os mandos e desmandos de quem tem o seu salário garantido no final do mês e nada mais. Tudo farinha do mesmo saco. Não importa o que é de fato melhor para o povo. Importa é demonstrar quem manda mais. Não se viu em momento algum um diálogo decente, de gente grande, entre os que estão nos comandos dos Estados e do País. O que se viu foi um “cabo de guerra” ridículo, infantil e irresponsável entre Estados e Presidência, em que o mais prejudicado foi o povo brasileiro. Um ano depois e seguimos da mesma forma.

A culpa do aumento dos casos definitivamente NÃO É do empreendedor que segue os protocolos e garante a segurança dos colaboradores e dos clientes. A culpa é de todos os que não respeitam as regras (incluindo comércios irresponsáveis, que devem ser fiscalizados e multados), de todos os que se esqueceram que estamos em uma pandemia e que seu comportamento irresponsável traz problemas e dessa forma afeta diretamente quem não deveria estar pagando um preço tão alto. Estes sim devem ser punidos! Nas cidades maiores, os grandes negócios movimentam a economia. Mas nas pequenas cidades, o ecossistema econômico está baseado no pequeno empreendedor, no restaurante que atrai público, nas lojas que sustentam o comércio da cidade, nos negócios que fazem girar o dinheiro mantendo os empregos. É perfeitamente possível que tudo continue funcionando e garantindo o sustento destas pessoas sem a necessidade de proibir o funcionamento do comércio ou serviços “não essenciais”. Basta aumentar a fiscalização! Reduzir horários também é um contrassenso, já que aumenta a quantidade de pessoas nos locais. Diminuir a frota de ônibus aumenta a aglomeração para quem precisa trabalhar e depende do transporte público. É preciso usar a inteligência a favor da coletividade, e não castigar ainda mais quem já foi tão prejudicado!

Eu trabalho com consultoria de Marketing, não tenho porta aberta, o modelo do meu negócio é online e o atendimento é remoto, mas o foco do meu trabalho é o pequeno e médio empreendedor e estou acompanhando de perto todas as dificuldades que estão enfrentando nesta montanha russa que está sendo a pandemia. Me solidarizo completamente com todos os empreendedores que estão passando por este momento delicado e faço da luta deles, a minha luta também! Esta é a minha forma de ajudar meus clientes neste momento tão difícil e dizer: ESTAMOS JUNTOS!

Vamos aumentar este debate, pensar em soluções em conjunto. A sociedade precisa se mobilizar e fazer barulho. Só assim conseguimos trazer o protagonismo necessário para minimizar os prejuízos que já estão castigando demais a todos os empreendedores. Deixe seu comentário, fique à vontade para interagir!

Grande abraço,

Leliane Andrade

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